quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A chuva

Uma noite, eu e você. Uma equação matemática da sintaxe gramatical. Uma soma de muita alegria e amor, daquele sentimento bom culminante de dentro da alma. Sem vírgulas ou parágrafos. Quase sem espaço, constante. Um sentimento mútuo seguido de outro não correspondido. Porque às vezes a vida nos pede para sofrer com calma. Porque às vezes o que queremos não é o que tem que ser. Mas nem por isso eu vou deixar de amar. O amor é paciente e não tem más intenções. É simples e bondoso. E peço que eu saiba permanecer nesse amor, livre e delicioso, mesmo sem ser correspondida. Como a chuva que a gente tanto admirou, quero também limpar meu coração e só permitir que fique as partes que me faz bem!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Se Ama

A gente se ama.

A gente se ama meio sem saber. Amamos animais, natureza e atividades.

Amamos família, amigos e colegas. A gente ama facilmente, com barreiras ou sem limites.

Um amor ora de alegrias, ora de muitas tristezas, mas sempre o amor!

Amamos com dúvidas se realmente devíamos amar. Amamos com a certeza que um dia acaba. Amamos sem compromisso, pois algumas pessoas são assim, apenas sabem amar. Sem cobranças, sem compromissos, sem esperar nada em troca.

Sempre nunca deixando de amar. Continuamente amando.

Um amor tão grande que já nem se cabe mais amar! Mas mesmo assim, a gente se ama. Mesmo sem saber!

Apagador de Sonhos

Como se esquece você? Deve existir uma fórmula, receita, regra, equação ou algo assim. Me conta esse segredo para eu te deixar ir. Me conta, como se esquece você?

Se eu recapitular cada segundo com você e encontrar os motivos pelos quais te achei, será que também encontro como te perder?

Se eu justificar todas as desculpas que sempre usei para te ter por perto, devo também achar a possibilidade de como te afastar de mim?

Se o espiral me levar para uma ponta nova, você fica na ponta antiga sem me dar mais tantas voltas?

Se o coração entender, de uma vez por todas, que o seu coração não sintoniza com o meu, eu conseguirei desligar esse amor?

Só quero te dizer que apesar de não parecer, eu sei sim que consigo viver sem você!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

(Des)Aprendi

Posso pedir uma licença para fazer uma poesia? Uma simples, sem tinta, digitada mesmo. Se Tim Maia não tivesse cantado eu diria que é de minha autoria se o mundo inteiro pudesse me ouvir, pois eu tenho muito para contar, dizer o que desaprendi.

Desaprendi a me apegar, a ligar, a me entrega, de sempre ser a mais forte. Desaprendi de sofrer, de chorar em vão. Desisti da arrogância, de ter sempre a razão, de agradar sempre.

É... Na vida a gente tem que entender que  nascemos pra sofrer e pra sorrir, e que a mesma pessoa vai passar por momentos bons e ruins e não existe distinção. Aceite.

Abri mão de ser infeliz e de pensar sempre na pior hipótese. Deixei de bisbilhotar deixando a vida rolar.

Abdiquei da opinião alheia, dos olhos gordos e das más influências.

Joguei fora a baixa estima, meus medos, traumas e pesadelos. Enterrei o passado em diferentes museus que é para ficar difícil de resgatar. Mas antes eu reciclei as más experiências, podem ser úteis ao futuro.

Eliminada todas as distrações, me encontrei, me amei e comecei a viver! #gratidão